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Catálogo de Serviços de Transição Digital 2026: Guia Prático

Saiba como digitalizar o seu negócio com até 2.000€ a fundo perdido através do Catálogo de Serviços de Transição Digital 2026. Elegibilidade, serviços e como candidatar-se.

Por Miguel Santos5 min readPortuguês
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Catálogo de Serviços de Transição Digital 2026: Guia Prático

O Catálogo de Serviços de Transição Digital é um dos instrumentos mais diretos que o Estado colocou à disposição das PME portuguesas. O financiamento é a 100%, a fundo perdido, e o processo foi desenhado para ser simples. O valor máximo por empresa é de 2.000 euros, o prazo de candidatura termina a 15 de agosto de 2026, e neste momento ainda há verba disponível. O que falta, na maioria dos casos, é saber que o apoio existe e perceber como funciona na prática.

Este artigo responde a isso. Explica o que é o catálogo, a quem se destina, que serviços cobre, e os passos concretos para submeter a candidatura antes de o prazo fechar.

O que é o Catálogo de Serviços de Transição Digital

O Catálogo faz parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e financia a digitalização de micro, pequenas e médias empresas dos setores do comércio e serviços. A lógica é simples: o Estado cria uma lista de serviços digitais elegíveis, acredita os fornecedores que os prestam, e atribui às empresas um vale que cobre o custo por inteiro, sem qualquer co-financiamento exigido ao empresário.

Na prática, a empresa escolhe um serviço e um fornecedor dentro do catálogo oficial, submete a candidatura com o apoio da associação comercial da sua região, e recebe o serviço sem pagar nada. O fornecedor é depois pago pelo programa. O teto é de 2.000 euros por empresa, e os valores dos pacotes enquadram-se em três categorias fixas: 500, 1.000 ou 1.500 euros.

Quem pode candidatar-se

Para aceder ao catálogo, a empresa precisa de cumprir um conjunto de critérios objetivos:

  • Ser micro, pequena ou média empresa (PME) ou empresário em nome individual (ENI)
  • Ter a atividade principal num dos setores de comércio ou serviços elegíveis
  • Não ter dívidas à Autoridade Tributária nem à Segurança Social
  • Estar com a situação fiscal e contributiva regularizada

Os setores elegíveis estão definidos por CAE. Os principais são o comércio por grosso e a retalho (CAE 45, 46 e 47), restauração e alojamento (CAE 56), agências de viagens e turismo (CAE 79), reparação de equipamentos (CAE 95), e outros serviços pessoais (CAE 96). As atividades artesanais também são elegíveis dentro de determinadas condições.

Se a empresa tiver uma atividade secundária noutra área, isso não impede a candidatura. O critério é a atividade principal registada no CAE.

Que serviços estão disponíveis

O catálogo cobre um conjunto de serviços de digitalização orientados para o dia a dia comercial das empresas. Os principais são:

Presença online e loja virtual. Criação ou otimização de website, loja online, ou integração com plataformas de venda digital. Inclui setup de domínio, alojamento, e configuração inicial.

Marketing digital. Campanhas em redes sociais, gestão de publicidade paga, email marketing e criação de conteúdo digital orientado para vendas.

SEO e visibilidade nos motores de busca. Otimização técnica do website e de conteúdos para aparecer nos resultados de pesquisa do Google, sem pagar anúncios.

Gestão de clientes (CRM). Implementação de sistemas para organizar contactos, acompanhar oportunidades de venda e automatizar comunicações com clientes.

Cibersegurança. Avaliação de vulnerabilidades, proteção de dados e configuração de medidas de segurança digital básicas.

Integração com plataformas de venda digital. Ligação da empresa a marketplaces, sistemas de faturação eletrónica, ou plataformas de pagamento online.

Cada fornecedor acreditado propõe os serviços que presta dentro destas categorias, e o empresário escolhe o que faz mais sentido para o seu negócio.

Como funciona o processo de candidatura

O processo é gerido pelas Aceleradoras de Comércio Digital, que são consórcios regionais formados por associações comerciais e empresariais. Não é possível submeter a candidatura diretamente no portal do PRR sem passar por este canal. O passo-a-passo é o seguinte:

1. Contactar a associação comercial da sua região

O primeiro passo é contactar a associação comercial ou empresarial do seu concelho. Estas associações fazem parte das Aceleradoras de Comércio Digital e são o ponto de entrada para o processo. Orientam a empresa nos critérios de elegibilidade e acompanham a candidatura do início ao fim.

2. Diagnóstico de maturidade digital

A associação realiza um diagnóstico para avaliar o nível de digitalização atual da empresa. Este diagnóstico serve para identificar as áreas com maior margem de crescimento e os serviços do catálogo que fazem mais sentido para o negócio concreto.

3. Escolher o serviço e o fornecedor

Com base no diagnóstico, a empresa escolhe um serviço e um fornecedor dentro do catálogo oficial. Todos os fornecedores listados estão previamente acreditados, o que simplifica a parte burocrática da seleção.

4. Submeter a candidatura

A candidatura é submetida online com o apoio da associação. Depois de aprovada, a empresa recebe confirmação e o fornecedor pode arrancar com o serviço. O pagamento ao fornecedor é feito diretamente pelo programa.

Prazo: 15 de agosto de 2026

As candidaturas fecham a 15 de agosto de 2026. Não há garantia de prorrogação, e candidaturas fora de prazo não são recuperáveis. Se a empresa cumpre os requisitos, vale a pena agir agora em vez de esperar pela semana seguinte.

A Lusivision está posicionada como fornecedor para apoiar PME neste programa. Os nossos pacotes foram desenhados para caber dentro dos três escalões de preço do catálogo, com um âmbito claro e um resultado concreto para o negócio.

Plano Arranque (500€)

O ponto de partida para uma presença digital funcional. Inclui otimização do website existente para velocidade e mobile, revisão técnica de SEO básico, e configuração de ficha do Google Business. Ideal para empresas que têm um site mas nunca o otimizaram, ou que precisam de uma base sólida antes de avançar para campanhas.

Coberto a 100% pelo vale de digitalização.

Plano Crescimento (1.000€)

Para empresas que querem começar a atrair clientes online de forma consistente. Inclui tudo do Plano Arranque, mais configuração de Google Analytics 4 com rastreamento de conversões, setup de campanha de pesquisa paga, e estrutura de conteúdo para SEO com 3 páginas otimizadas.

Coberto a 100% pelo vale de digitalização.

Plano Transformação (1.500€)

A versão mais completa do catálogo. Inclui tudo dos planos anteriores, mais integração com plataforma de email marketing, automatização de fluxos de comunicação com clientes (boas-vindas, recuperação de carrinhos, follow-up pós-compra), e relatório mensal de desempenho digital.

Coberto a 100% pelo vale de digitalização.


Os três planos estão dentro dos escalões de preço oficiais do catálogo (500, 1.000 e 1.500 euros), o que significa que o custo para a empresa é zero. O financiamento cobre o valor total do serviço.

Próximo passo

Se a sua empresa pertence a um dos setores elegíveis e ainda não está a aproveitar este apoio, o prazo fecha a 15 de agosto. Não é preciso montar um projeto complexo nem preencher papelada extensiva, porque o processo foi desenhado para ser rápido.

A Lusivision ajuda PME a perceber qual o pacote mais adequado ao negócio, a preparar a documentação necessária, e a coordenar com a associação comercial da sua região. Se tiver dúvidas sobre elegibilidade ou quiser perceber o que faz mais sentido para a sua empresa antes de arrancar, fale connosco. Respondemos em 24 horas e a consulta inicial não tem qualquer custo.

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Miguel Santos

Escrito por

Miguel Santos

Engenheiro de Software

Miguel é engenheiro de software na Lusivision e escreve sobre transformação digital, automação e desenvolvimento à medida para PMEs. Acompanha empresas portuguesas a modernizar processos e a tirar partido real da tecnologia sem complicar.

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